COVID-19

HGE conclui a primeira etapa da vacinação contra a Covid-19


Repórter Maceió

A maior emergência hospitalar de Alagoas, o Hospital Geral do Estado (HGE), finalizou, nesta quarta-feira (27), a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19. Com isso, nos últimos sete dias, foram vacinados 2.218 trabalhadores da saúde que atuam na unidade.

De acordo com Amélia Albuquerque, enfermeira do Programa Nacional de Imunização em Alagoas (PNI/AL), a média de doses aplicadas nos primeiros três dias ficou entre 400 e 500, diminuindo nos dias seguintes.

“A equipe do HGE está de parabéns! Estavam realmente preparados para lidar com um número tão alto de servidores a serem vacinados. Eles nos auxiliaram em todo o processo de organização da vacinação, principalmente quanto à logística do local”, ressaltou.

Karlla Martiniano, responsável pelo Serviço de Qualidade de Vida no Trabalho (SQVT) e, na ocasião, pela imunização no hospital, ressaltou que a vacinação teve uma boa adesão no HGE .

“Foram mais de 82% de profissionais imunizados. Se retirarmos aqueles que não puderam,por algum impeditivo, como ter a doença nos últimos 30 dias, chegamos a um quantitativo muito bom! Foi gratificante ver a procura pela vacina” referiu.

Cuidando e sendo cuidado – Trabalhar em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) já é estressante, imagina em meio a uma pandemia que requer cuidados intensivos em casos determinados. A enfermeira Adriana Ferro, responsável pela UTI pediátrica e UCI do HGE, conhece bem essa realidade.

“Tive o maior desafio profissional da minha vida, neste período da pandemia. Em pouco mais de seis meses à frente da equipe, precisei coordenar o grupo em meio à pandemia e, ao mesmo tempo, saber lidar com a ansiedade e o medo da doença. Antes, não existia o medo por um vírus novo, desconhecido. Minha rotina de trabalho foi completamente transformada”, disse a enfermeira.

Ela contou que, a equipe precisava de orientações, treinamentos, de adaptações aos novos protocolos. “Eles precisavam enfrentar suas angústias e não deixar que isso impactasse no cuidado prestado às nossas crianças e eu era a referência deles. Então, não podia falhar! Foram dias difíceis, mas, em meio a tudo isso, eu e meu esposo, que é médico do Samu e também está na linha de frente da pandemia, nos contaminamos e precisamos ficar isolados em casa. Nosso maior medo era que nossos filhos e familiares se contaminassem. E, mesmo em casa, continuei dando o suporte necessário para que tudo seguisse sem problemas no hospital”, relatou.

Para a profissional, a chegada da vacina traz a esperança de um novo momento. “Graças a Deus só tivemos sintomas leves e logo voltamos ao trabalho, mas, quantos casos não foram iguais? Com a chegada da vacina todos os sentimentos mudaram, pois é uma sensação de esperança, de vitória. Uma emoção sem igual! Saber que estamos começando um novo momento, e que chegamos até aqui sem desistir e sem desanimar! Sigo firme na minha missão de cuidar!”, salientou.

Como Adriana, a técnica de enfermagem Maria das Graças Pereira também relatou sua história. Funcionária do HGE, ela estava vacinando seus colegas nos primeiros dias da imunização representando o PNI/AL. “Senti um misto de vários sentimentos. Apliquei a dose em tantos colegas que sofreram com essa doença e sei o que cada um viveu em meio a algo desconhecido. Sei o que vivi!”

Graça, como é conhecida, contou que, no início foi assustador! “Pensei: se estou na profissão certa, a que escolhi, vamos para a linha de frente”. E foi o que fez, com receio do desconhecido, foi trabalhar também na UTI do Hospital da Mulher (HM), que se tornou referência no tratamento da doença em Alagoas. Ela também adoeceu de forma mais grave que a Adriana, mas, assim que se recuperou, já estava de volta aos hospitais.

“O primeiro dia da vacinação aqui no HGE foi como se eu estivesse nascendo de novo, minhas esperanças, minha fé. Como fiquei feliz por vacinar os profissionais da instituição que faço parte há 16 anos. Foi uma emoção muito grande como pessoa e como profissional”. Graça deixou para se vacinar no último dia, e alerta para que os cuidados de prevenção continuem. “A pandemia não acabou. A higienização das mãos, o uso de máscaras e o distanciamento social ainda são fundamentais, Não podemos parar com eles”, recomendou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *