Política

Renan era o alvo número 2 da Lava Jato, revela procuradora de Curitiba

Blog do Edivaldo Júnior

No auge da Lava Jato, certo dia Renan Calheiros revelou num bate papo entre amigos, que era “perseguido” pelos procuradores da força tarefa de Curitiba. Alguns depoimentos sempre terminavam com questionamentos do tipo: “e contra o Renan, o que você tem?”.

Alvo número 2 da operação, o senador do MDB de Alagoas foi investigado em várias fases da operação. Nenhuma das acusações prosperaram ao ponto que os procuradores desejavam, que era a sua condenação.

O alvo número 1, como revelam os diálogos tornados públicos nesta sexta-feira, 12, era o ex-presidente Lula.

A perseguição a Renan Calheiros foi comprovada agora com a divulgação de mensagens de celular da procuradora Carolina Rezende, da Lava-Jato de Curitiba. Os diálogos foram revelados pela jornalista Mônica Bergamo (UOL) a partir de fala, transcrita pelo escritório Teixeira Zanin Martins Advogados, que representa Lula.

Na mensagem, a procuradora afirma: “Pessoal, fiquei pensando que precisamos definir melhor o escopo pra nós dos acordos que estão em negociação. Depois de ontem, precisamos atingir Lula na cabeça (prioridade número 1), pra nós da PGR, acho q o segundo alvo mais relevante seria Renan”, disse a procuradora.

Em seguida, Carolina emenda: “Sei que vcs pediram a ODE [empreiteira Odebrecht] que o primeiro anexo fosse sobre embaraço das investigações. Achei excelente a ideia mas agora tenho minhas dúvidas se o tema é prioritário e se é oportuno nesse momento. Não temos como brigar com todos ao mesmo tempo. Se tentarmos atingir ministros do STF, por exemplo, eles se juntarao contra a LJ, não tenho dúvidas. Tá de bom tamanho, na minha visão, atingirmos nesse momento o min mais novo do STJ. acho que abrirmos mais uma frente contra o Judiciário pode ser over. Por outro lado, aqueles outros (lula e Renan) temas pra nós hj são essenciais p vencermos as batalhas já abertas”.

Repugnantes

Em seu perfil no Twitter, o senador Renan Calheiros condenou o comportamento da Lava Jato: “Repugnantes são os diálogos mostrando a disposição de “atingir Lula na cabeça” e eleger-me como “segundo alvo mais relevante”. Agora está provada a seletividade das denúncias e a quem queriam atingir.”

O senador lembra que “no mesmo mês dessa conversa, a PGR abriu a 11ª investigação contra mim, que foi arquivada por falta de prova. Aliás, 2/3 das acusações já foram para o lixo porque eram ineptas. Agora, finalmente, conhecemos os calabouços imundos da #LARVAJATO e sabemos como esses insetos atuavam.”

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